Supla fala sobre crise política e diz que já pensou em se candidatar

O cantor Supla se apresentou em Itapetininga (SP) na noite desta sexta-feira (16) e levou seu autêntico rock com letras sobre amor e política. Em entrevista ao G1, o músico falou sobre seu 14º álbum “Diga o que Você Pensa”, que traz críticas sociais, políticas e também letras sobre o amor. O novo disco comemora seus 30 anos de carreira, sempre abordando os mais variados assuntos.
“Eu gosto de falar sobre tudo e é isso que costumo levar nos shows. Falo sobre o amor, sexo e política. Eu falo de tudo e sem papas na língua. Acho importante falar sobre o amor, por exemplo, porque parece que estamos vivendo em uma guerra sem fim. E também costumo falar de política, que é tudo. Política faz parte do nosso dia a dia”, afirma.
Supla afirma que já pensou em se candidatar a um cargo na política, mas que percebeu que consegue ser político sendo músico e no entretenimento.
“A política pode ser feita nas letras. Eu já pensei sim em me candidatar e muita gente já veio falar pra mim. Mas a política não é feita apenas por quem está no Congresso. Pode ser feita nas músicas, feita por todos. Eu falo nas músicas as coisas que acredito e gosto de escrever músicas para que as pessoas pensem. Além disso, política também está relacionada ao fato das pessoas serem responsáveis pelas suas atitudes e ter consciência. Muitos não entendem que a política é tudo. Eu levo isso”, afirma.
Segundo o músico, o país vive em um dos momentos mais críticos na política. Por isso, é importante levar músicas que façam refletir. “Estamos vivendo em um dos piores momentos, por isso é importante levar amor. Há muita divisão e ódio. Mas o que vamos conseguir com o ódio? As pessoas levam muito a sério as diferenças e elas precisam aprender a respeitar as opiniões. Estamos em uma guerra. Por isso, quero levar cada vez mais nos meus shows letras de amor”, diz.

Sertanejo ou rock?
Questionado se a música brasileira perdeu a relevância política com o crescimento do sertanejo e do funk no Brasil, Supla afirmou que acredita que não. "Eu não acho que perdeu. Eu respeito as pessoas que procuram ouvir músicas que não têm críticas políticas. Eu não tenho mestrado em sertanejo e posso estar enganado, mas nunca vi um sertanejo político. As pessoas vão para a balada para ouvir um sertanejo ou um funk para se divertirem. IMas as pessoas têm o direito de procurem músicas para se divertirem também. Eu mesmo escrevo sobre o amor, sexo. Música é isso."

E a participação do músico no programa Ana Maria Braga, no dia 6 de junho, foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, principalmente pelas comparações de seu cabelo com o da apresentadora. A comparação gerou memes e gifs dos dois. Segundo Supla, o bom humor faz parte da vida e não se importa com as brincadeiras.
“Foi um barato participar. Temos que ter bom humor sempre. Ter diversão. Eu e a Ana Maria Braga tivemos uma química muito legal. A vida é tudo. Temos que nos divertir também", afirma.

Fonte G1

Outras Notícias

Premiação Logotipo Escola Municipal de Música Capinzal SC

Premiação Logotipo Escola Municipal de Música A logotipo da Escola Municipal de Música foi criada pela aluna de Ball...

Menino cria dispositivo pra salvar crianças trancadas em carros

Um menino de 10 anos inventou um dispositivo capaz de salvar crianças de morrer por falta de ventilação dentro do car...

Link de Acesso para baixar A Era do Rádio na Play Store

Link de Acesso para baixar A Era do Rádio na Play Store https://play.google.com/store/apps/details?id=com.cr53...

Ouça A Era do Rádio Também pelo Aplicativo RadiosNet

Ouça A Era do Rádio Também pelo Aplicativo RadiosNet

Guincho usado em fiscalização de trânsito em Porto Alegre acaba guinchado por irregularidades

Um episódio inusitado marcou a fiscalização de trânsito da Balada Segura na Zona Sul de Porto Alegre entre terça (13)...